quarta-feira, 25 de novembro de 2009

# 182

:: Wicked Witch of the West


e eu me divirto!

poucas séries conseguiram me deixar tão feliz, em tão pouco tempo, que nem Glee tem conseguido.

e, tá bem, eu não sou o maior fã de séries do mundo, mas vez ou outra uma me ganha de fã, e tenho tido surpresas tão boas em Glee, tantas coisas bacanas, tantas identificações que eu não posso deixar mais de ver.

e é engraçado a conexão dos meus momentos com a série, é meio que um show de truman particular.

ano passado ouvi, pela primeira vez, falarem de Wicked, um musical da Broadway, que mostra a história do mágico de Oz pela ótica de Elphaba, a Maléfica Bruxa do Oeste, e achei aquilo tão legal, que quis saber mais sobre o musical.

ligado a isso, o Carlos me conta que assistiu o espetáculo lá em Londres, e que ficou encantado, o que me fez querer mais e mais saber do assunto.

pois bem, descobri que o musical foi inspirado em um livro, que aqui no Brasil ganhou o estúpido nome de Maligna. com muito custo, consegui encontrar o livro pra comprar, e fiquei ainda mais encantado com a história.

nesse meio tempo, um episódio de Ugly Betty usa Wicked como fundo pras trapalhadas da feia, e ainda há a citação do espetáculo em um dos episódios de brothers and sisters.

E agora, em Glee, depois da participação da Kristin Chenoweth, atriz que eu conheci em Pushing Daisies, e logo descobri que fez a Glinda, a Bruxa Boa do Norte na montagem original de Wicked, me aparece no episódio 9, os personagens disputando pela interpretação de "Defying Gravity", uma das músicas principais do espetáculo.

enfim, tou num momento de enfeitiçamento pela vida, de suas coisas boas, engraçadas e até mesmo de suas coisas tragicômicas que costumam me atingir, e, pelo que tenho visto, a câmera do meu show de Truman particular estão bem ligadas nas coisas que eu tenho gostado, que só assim se explicam todas as referências que me aparecem.

então vou aí, seguindo desafiando a gravidade, e ver onde vou parar, cantando pela rua.

=]

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

# 181

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mais uma vez o 18 de novembro veio, e me fez contar mais um ano de vida.
e, olhando pra tudo, tudo o que passei, já vivi e aprendi, eu acho que tou no melhor dos momentos desses 28.

claro que ainda falta muita coisa pra conquistar, pra consolidar, pra aprender. sempre vai faltar, por favor, que o que não quero é ser completo, mas eu já me vejo tão feliz com o que já tive.

agora, em especial, me sinto mais maduro, mais forte... e pronto pra enfrentar aquele tanto de tempestade que antes eu temia. tem uma força nova aqui dentro, que só vem de mim mesmo, que tem me dado impulso pra poder acreditar no mundo, e sobretudo, acreditar em mim.

nesses 28 anos aprendi muito, mas aprendi mesmo foi que ainda tem muito o que aprender.

=]

sábado, 14 de novembro de 2009

# 180

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não senhora, eu estou bem bem.
sim, à toa, nada de especial, nenhuma grande paixão, nenhum ganho na loteria, eu só tou bem.
uai, qual é o problema disso? eu tenho que ter motivo? eu tenho que saber explicar o meu estar bem?
não não, não usei nada ilícito, nem álcool tomei. só tou bem.
sério, serinho, não se preocupe eu não pirei não, é simplesmente isso.

nossa, é difícil ficar bem hoje em dia. todo mundo quer motivos, explicações.
não se pode simplesmente acordar e dizer: eu tou ótimo.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

# 179

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- pronto, Vó, tudo resolvido! ganhei!
- então escolhe o terno, que eu vou comprar e te dar.
- não Vó, não quero um terno, não precisa.
- e o que eu vou te dar então, meu filho?
- ô Vó, não precisa me dar nada.
- não aceito.
- então tá, Vó, eu quero uma coisa sim.
- o que você quer?
- eu quero que a senhora fique forte.


nesse momento, aquela senhorinha de 81 anos, sentiu seus olhos lacrimejarem de uma emoção que não sentia a muito tempo. e se emocionou de tal maneira que a única coisa que conseguiu falar depois disso no telefone foi: "Deus te abençoe, meu neto. beijo" e desligou.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

# 178

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e há o monstro do incompreendimento.

sim, aquele que assombra as relações humanas de qualquer espécie.
pouca gente entende que não pode impor as suas verdades aos outros, e tampouco podem exigir que o outro lhe dê de volta exatamente aquilo que fornecesse.

não há como ter sucesso nesse tipo de intento, porque cada um é de um jeito.
cada pessoa consegue entregar determinadas partes de si assim, de graça, sem nada em troca, mas nunca entregando todo o seu ouro às mãos do outro.
tem sempre algo que não é dizível, que é particular.
outras não entendem isso.
tem quem pense que pelo fato de entregar todo o seu baú à outra pessoa, aquela, por obrigação, tem o dever de se entregar também.
Isso é errado. isso não existe. todo mundo tem seu segredo, todo mundo tem o que lhe é íntimo, o que é inquestionável e injustificável, por mais bobo que possa parecer.

e quem tem esse tipo de pensamento não prospera.
pessoas não são vacas, que se apertando as tetas fornecem leite, mesmo contra sua vontade.
verdades não são exigíveis.
intimidade não é exigível.
e o fato de ter algo que é íntimo, que é seu, não significa desamor, desconfiança, desgosto pelo terceiro.
não significa sequer ingratidão.
é só humanidade.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

# 177

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"...a simple kind of life..."

às vezes as pessoas gostam de complicar as coisas, enxergando subtextos, entrelinhas em tudo... eu não sou assim, na verdade eu sou tão desligado que não sou muito bom em identificar indiretas... e como sou daqueles que pensam que as pessoas são boas, pra mim todo mundo é legal até me mostrar o contrário. E às vezes me sinto um perfeito idiota por pensar assim. Como um amigo disse uma vez: "De alguma forma, ser bom e compreensivo pode muitas vezes ser muito pior do que ser um filho da puta." Assino embaixo!

sou mestre em exageros, mas não consigo lidar com tempestades em copos d'água. a maioria esmagadora das coisas que eu digo se prendem às próprias palavras ditas, sem significados ocultos, sem planos infalíveis e maquiavélicos por trás delas.

eu sou daqueles que pensam que às vezes pepino é só pepino.


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

# 176

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e no subterrâneo é tudo tão escuro, e eu tenho tanto medo de tudo...

e ali me vejo, estancado, parado, travado.

como faz pra alcançar aquela lanterna azul de pilha que deixei lá atrás? e seria ela suficiente pra conter essa escuridão toda?

mas eu não me vejo escuro, mesmo com o medo do tudo, eu me vejo em claridade, em luz.
eu tenho essa esperança grande que me acende, que me joga pro dia seguinte, como se ela fosse varrer o mundo deixando tudo luminoso.

mas será que é isso mesmo que quero?

será que não preciso desse medo, desse subterrâneo?

no fim das contas, eu não me enxergo no fundo, eu me vejo do alto, na beira do poço, e sorrio, enquanto disfarço minha mão com monstro de pano, e assusto aquele menino medroso que se mostra outro eu.


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

# 175

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um milhão de coisas borbulham, mas não sabem se comportar sobre o papel.
elas querem ser escritas, gritadas, soltas... mas são tantas, mas tantas, que estão desordenadas, coitadas.

e de repente, coloca-las assim, sem maiores preocupações, pode ser, por si só, er... preocupante.
é que palavra é marca quente em couro. uma vez posta, não dá pra fingir que não existiu.
nem com borracha, e nem com backspace se desfaz o efeito da palavra.
é queimadura de terceiro grau, aquela que marca a alma, deixando gravada nela seus efeitos.
e não tou dizendo aqui que é algo ruim não, mas é algo.
e algo que não sai, então tem que ser usada com respeito aos próprios limites que ela carrega.

então é assim, um milhão de coisas querem saltar dos meus dedos nesse momento na forma de palavras.
e enquanto não acho uma forma de torna-las suaves e inofensivas, eu falo dessa dificuldade que me atesta nesse momento.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

# 174

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e ele tinha tanto medo de sofrer, e de se entregar, que já se passara algum tempo de convivência e nem um "eu te gosto" ele conseguia soltar àquele outro.
e seguia seus dias fazendo todo o habitual.
vivendo com certa frieza e descaso aquela situação, e ainda assim sentindo-se um tanto seguro, dentro de toda aquela insegurança e medo em que vivia mergulhado.

quanto ao outro, ele deixava o tempo correr, sem muita empolgação verdadeira, porque essas coisas são recíprocas, e arrastava-se amarrado à paralisia do outro, sendo contente quando juntos, mas indiferente quando longe.

duas pedras de gelo grudadas por uma gota d'água que em algum momento caíra em meio aos dois, os unindo enquanto um calor alheio não chega para separa-los.

 

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

# 173

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na primeira vez que ele se foi, deixou dor. o outro ficou tentando parecer forte, mas sua escuridão interna superava a do quarto em que se trancava.
nada mais parecia ser bom, era como um buraco negro sem fim, sem fundo, sem nada.
se sentia seco, doído, partido. e a sensação de vazio era transparente em seu olhar.

o que tinha ido, numa das artes do destino, acabou por voltar, e a felicidade atingiu o que tinha ficado novamente, como se estendesse os braços no abismo, e o alcançasse, puxando pelos dedos da mão esquerda, mas nesses braços de resgate era possível enxergar arranhões, hematomas...

ainda assim, ele se agarrou, e viveu novamente a paixão em seu estado intenso e pleno, como de costume, mesmo arranhado pela partida antiga do outro. ele vivia, sem vacilar, cada momento, como se devorasse os minutos.

e outra vez o outro se foi.

mas o que ficou, dessa vez, não sentiu aquela dor da outra vez, não sentiu aquela queimadura de lagarta de goiabeira. ele contemplou a ida do outro, enxergando de longe, e sem emoção, nada de choro e nem aperto no peito.

talvez porque já havia desmontado aquela figura sacra que tinha armado do que ia, talvez porque tivesse esgotado a paixão, talvez porque já esperava tal desfecho, talvez porque já não o queria mais, talvez, talvez, talvez..

enquanto o outro andava sem olhar pra trás, o que ficava colocava os fones no ouvido, virava de costas e saía cantando, com um sorriso no canto de boca: "...as coisas querem sorvete, maçã, banana, limão... as coisas querem ser coisas que na verdade não são..."


terça-feira, 18 de agosto de 2009

# 172

:: nada original


"

Eu sei o que ele vai dizer
Já posso até prever qual vai ser o final
Você é como um filme ruim
Que eu já sei o fim e é nada original

Por que você não pára de ser
Aquele de quem tudo já sei?

E o mundo inteiro vai comemorar
O dia em que essa paz se acabar

Ou me mato, ou me mudo
Sem te avisar
Ou te bato, ou eu fujo,
Ou escapo desse mundo pra outro lugar

Eu sei o que ele vai escolher
É fácil perceber aonde quer chegar
E aquele seu velho clichê
Não vai me convencer que algo vai mudar

Por que você insiste em viver?
Desista de ser sempre você

E o mundo inteiro vai comemorar
O dia em que essa paz se acabar

Ou me mato, ou me mudo
Sem te avisar
Ou te bato, ou eu fujo,
Ou escapo desse mundo

Pra outro lugar

"

domingo, 16 de agosto de 2009

# 171

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e ao ouvir: "volta pro esgoto, baby, e vê se alguém te quer.", ele caiu.
claro, permaneceu de pé fisicamente, com o semblante intacto, a garrafa de heinecken na mão direita, e o ar de quem nada ouvira.
mas a verdade é que ele caiu, desmoronou-se, e não se levantaria tão cedo.


quinta-feira, 6 de agosto de 2009

# 170

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com um ar de serenidade ela contemplava aquela situação.
noutros tempos, seus olhos estariam inchados, sua boca seca e os olhos borrados.
agora não, apenas observava serena a história que acontecia sob seus olhos, e não esboçava qualquer reação. nenhuma.
talvez ainda esperasse que estivesse enganada, tinha um espírito terrivelmente crédulo, que por vezes lhe jogara em situações ruins.
mas a moça era quase inocente.
com seus brincos brancos, do tamanho de bolinhas de gude, bem destacados pelos cabelos negros, continuava ali na praça sentada no banco, olhando pra fonte que jorrava, e pelo tempo que lá estivera,  talvez esperasse alguma resposta coerente dessa vez.
nada veio.
a moça não expressava nada em seu rosto. nenhuma sensação.
mas seus olhos eram sinceros, e olhando a fundo,  podia se ver um cansaço neles.
e esses olhos puxavam a vontade imensa de abraça-la.
mas o que dizer nesse abraço?
não. melhor passar direto.
ela está cansada.

# 169

::


e dentro dele cabia um mundo todo.
mas esse mundo não podia ser revelado, por conta de todo o caos que traria junto...
daí vivia nele, construindo seus castelos de vento, viajando pelos caminhos perigosos e deliciosos justamente pelo perigo, e amando tudo o que não era correto, ou que assim não parecia.

e o garoto às vezes deixava parte desse mundo aparecer vez ou outra, sobretudo na lua cheia, deixando cair por terra toda aquela tentativa enorme de disfarçar a existência de seu caos interior..

mas era descontrole a palavra, o nome da coisa que o dominava. e ele ali, lutava contra essa indocibilidade, contra essa rebeldia involuntária, e em vão era a luta, porque ele demonstrava àqueles que não devia o que estava tentando ocultar.

há muito o moço se esforçava pra mascarar aquilo tudo, tentando até forjar uma falsa frieza, e até que estava tendo sucesso nessa tentativa, mas vem a lua e blá... joga tudo por terra.

e dentro dele já não cabia mais o mundo, porque esse mundo transbordava.

terça-feira, 21 de julho de 2009

# 168

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das paixões


barulho de cigarra. deitar embaixo de árvore. cantar pela rua. sorvete de côco. carambola. paçoca. bolinhas de sabão. longas cartas. jaboticaba. mordidas no braço. lua cheia alaranjada. a normalidade da Vani. cantar baixinho dentro do ônibus. filmes de amor. ver o sorriso da vó doca. andar pisando na faixa branca das avenidas. própolis. guarda-chuva gigante. sentir arrepio na coluna. colocar as pessoas pra dançar. dançar de olho fechado. cortar meu próprio cabelo. tocar música. pipoca doce. ver folhas secas caindo das árvores. desenho animado. dormir no chão. pipoca doce. schweppes citrus. pedras no mar. me espreguiçar. arte. temakis. palavras cruzadas. biscoito de polvilho. canetas vermelhas. chaveiros. Clarice. calendários. pedras coloridas. Calcanhoto. som de palmas. lembranças deslocadas. Hairspray. sonhos. coragem. etcéteras, muitas etcéteras...

domingo, 19 de julho de 2009

# 167

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não sabia o que fazer na tarde.
agora que estava começando a ficar legal, não tinha quem o acompanhasse em suas vontades.
daí resolveu que iria ele mesmo se satisfazer.
pegou sua camisa de frio cinza, e cantando pelo mundo, como sempre costumava fazer, tomou o ônibus e seguiu rumo às suas vontades.

e as felicidades acontecem quando se satisfaz as vontades.
e mais feliz que agora ele não se lembra de ter estado nos ultimos dias.

;)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

# 166

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tanto por gritar.
pouco por fazer.

.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

# 165

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é.. querer eu quero muitas coisas... já poder é outra história.
não que eu não acredite naquilo de que "querer é poder", mas eu também tenho noção às vezes.
noção de realidade.

costumo ficar horas parado debaixo de uma árvore olhando pro céu, às vezes nem estou olhando pras nuvens, imaginando formas, só estou lá deitado viajando pelo meu mundinho onde, lá sim, querer é poder e onde sou rei de tudo que quero.
mas quando sinto a picada da formiga no meu braço eu escuto um "ei, acorda!", é a realidade.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

# 164

::


"{...}
If I'm smart then I'll run away
But I'm not so I guess I'll stay
Haven't you heard
I fell in love with a beautiful stranger

I looked into your face
My heart was dancing all over the place
I'd like to change my point of view
If I could just forget about you
{...}

quinta-feira, 2 de julho de 2009

# 163

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fragmento de carta antiga atemporal


[...]
e agora sou eu.

eu mesmo. aquele que usa figuras outras pra tentar falar de si.
talvez pela falta de coragem de se encarar, que é o que mais de difícil existe, talvez seja por medo de que as pessoas a seu redor - seus amigos até - percebam o tanto que é frágil,. fraco e precisado de atenção esse moço.

sim sim.. apesar de ter tentado aprender desde muito tempo atrás, nunca consegui direito fazer esforço pra estar bem.
mas para parecer bem, ah, esse esforço consigo fazer muito bem. tanto que às vezes até eu mesmo me pego crendo nisso.
uma máscara, talvez.

não sei. só isso. não sei como estou.
e é mais fácil querer parecer bem. talvez pra evitar aquele tanto de por quês? dos amigos, ou talvez porque assim não preciso me preocupar muito. estou bem e pronto. é mais fácil, menos trabalhoso. mas será verdade? [...]

sempre fui fraco, frágil, um ótimo fingidor de bem estar.
mas no fundo, um mero patético medroso.
com medo de.. medo de viver.
talvez forçado pelo ceticismo de achar que o que é bom de verdade não existe.
ahh.. isso é bom demais pra mim, tem alguma coisa errada.
e voilà. dava errado.
talvez por força até da descrença brutal e amarga que eu tinha sem precisar ter.
[...]